Esse texto começa com minhas dores. Falar das nossas fraquezas não é tão ruim, quanto parece. É difícil mesmo. Eu mesma não consigo falar delas. Eu escrevo sobre elas. Não consigo assumir tão facilmente pra mim que as vezes me sinto sem forças, imagina falar sobre isso com outra pessoa. Me culpo e me julgo diariamente por ter "tantas dores". Digo, dores da vida. Nada de dores físicas, eu falo de dores psicológicas. Aquelas que nos impedem de ter dias bons, que nos trazem desânimo e vontade de ficar estável um dia inteiro.
Pra ajudar, sou uma pessoa que sempre acha que tem controle de tudo. Eu sempre acho que posso agradar a todos e a mim mesma, de uma vez só. Ao mesmo tempo... Isso que me atrasa.
Dizer que é difícil ser eu, é clichê? Provavelmente sim, mas olha, não é fácil mesmo não. É como se nada pudesse
desfazer o furacão de ideias e pensamentos que carrego dentro de mim. As
vezes tenho vontade de pedir socorro pra qualquer pessoa que aparente
ter mais experiência do que eu, em "coisas da vida". Seja como for, com o que for, com quem for.
Psicologia, astrologia, religião, etc.
De uns anos pra cá arquei com algumas responsabilidades, segurei a barra de muitas pessoas, por pura vontade. Sofria e sofro até hoje pelo sofrimento dos outros. Em diversos momentos deixei e deixo minhas dores de lado pra cuidar das dores de quem precisa mais do que eu. As vezes passava o dia sorrindo, mas a noite em meus momentos de solidão, era onde eu desabava. Admito que amadureci com isso. E agradeço a Deus por toda força, por todos os dias que acordei e me senti viva. Hoje sou uma pessoa mais compreensível, vejo com os meus próprios olhos o que merece e o que não merece ser discutido. Existem coisas que é melhor deixar passar, deixar o tempo levar. E o pior é que ele leva mesmo... E quando levar, pode ser tarde demais. Tarde demais pra pedir desculpa, tarde demais pra declarar seu amor, pra dizer "tenho saudades", tarde demais pra dar um abraço, um beijo, uma palavra amiga, uma ajuda, um conselho, tarde demais pra perceber o TAMANHO da nossa insignificância. Não somos absolutamente nada, diante de uma imensidão tão misteriosa quanto a nossa.
Vivo numa busca
incessante pela verdade da vida. Ou melhor, da minha vida. Com isso,
acabo me julgando diferente da maioria. Pra ser sincera, as pessoas que
passam pela minha vida, todas as pessoas. As que vieram, trouxeram
aprendizado e foram embora, as que também vieram e que ficaram, me dizem isso de alguma forma. Dizem que sou
diferente, falam até do meu espírito, da minha paz, da "luz" que carrego
comigo, do meu olhar, da minha sensibilidade. Enfim, Sempre que vou à
algum lugar e conheço novas pessoas, me dizem coisas bem parecidas.
É como se tudo ao meu redor gritasse nos meus ouvidos que preciso fazer a diferença na vida de pessoas, ou quem sabe no mundo inteiro. Que preciso falar, falar alto e em bom som pra que uma multidão possa me ouvir. Agora, como e o que preciso falar? Nem me pergunte. Eu não faço a mínima ideia.
E quando começo a tentar desvendar isso, esfrio. Opto por acreditar que
eram só pessoas querendo ser agradáveis e simpáticas, que todos os
sinais que tive, foram só coincidências.
Enfim, acredito que cada pessoa tem um dom. Use o seu! Descubra ele, assim como eu vivo em busca do meu. Que sinto, mas que ainda não enxergo com meus próprios olhos.
Não se leve tão a sério. Busque a paz, o amor e a união. Aproxime-se de sua família, afinal, são os únicos que sempre estarão com você. E se achar que não pode contar com eles, aproxime-se de Deus. É sempre a melhor opção!
A paz!