Minha cabeça está cheia,
Resolvi parar de estudar para escrever. Quem sabe, assim, esses conselhos de que pôr pra fora resolve tudo, de fato funcionem...
Sinto um peso nos ombros que não sai de mim, azia, aperto na garganta. Ansiedade me esfolando peito a fora.
Sempre que me pego cuidando de mim mesma me sinto CULPADA. Acabei de concluir isso. Toda vez que estou fazendo algo por mim, preciso me explicar, precisa ter um porquê, preciso sempre me doar pro outro também porque afinal, é muito absurdo fazer algo em silêncio só por mim.
Nesses embaraços da confusão do meu pai preso, sinto que pude enxergar coisas em mim que eu jamais seria capaz de enxergar se não tivesse passado por esse momento, pelos acontecimentos, pelo sentimento de pena, medo, preocupação.
Estive na Delegacia, no Presídio, investi tempo e dinheiro tentando amenizar tal situação na vida do meu pai e ainda ainda, não é suficiente pra ele.
Consegui enxergar o quão manipulador meu pai é, e não, não estou aqui para crucificá-lo. Acredito que esse foi o meio do qual ele encontrou para se proteger da vida.
Porém, eu sou livre para decidir não escutá-lo mais e tiro das minhas costas o peso do julgamento alheio, dos olhares que me dizem com os olhos: "que filha má". Quanto a estes, não me importo.
O que é difícil de arrancar são os anos de distorção de realidade, são os anos de chantagens e terrorismo emocional. É tudo que está aqui dentro da minha cabeça, que me acusa e me julga. Vira e mexe me sinto CULPADA por perceber tudo isso escolher não querer conviver mais. Simplesmente não quero. Me faz mal. E, parece que todos sempre perceberam isso menos eu.
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